Você está tão cansado de tudo e eu estou tão cansada de nada.
Um vazio pesa no peito, o cansaço é feito de coisas geladas.

Vamos dar as mãos e nos preencher
Com o essencial e o banal, do comum e do especial

Depois a gente pensa nas angústias, olha pra trás e sente medo
Telvez se abrace, talvez vá em busca de algo verdadeiro.

Perguntei quantos anos tu tinhas e me respondeu 33, bem naquele dia de cigarros e tonteio.
Perguntei quando tu vinhas, respondeu 23 de junho, eu juro

Para fins de pisotear restos mortais
Dos meus incompetentes e dos teus otários.
Vivos, cheios de cores, uma casca de felicidade
Completamente mortos.

Eu oca e a tua fala tocou-me, tão falha, mas insistente.
Tu roubaste as minhas palavras e eu roubei tuas piadas.
Agora, cada vez que o ciúme bate na minha porta e fica, tuas palavras caem como sermão.

Vi os minutos passarem, contei os dias para te ver, deitei-me exausta na cama, porque a vida seria mais muito mais fácil contigo.
E tu ainda me dizias coisas do tipo isso passa, é tudo em longo prazo,
ansiedade só atrapalha, não adianta agonizar.

Vai amanhã então, vive amanhã. Esperar pelo dia em que a lágrima já não será minha e a ansiedade não será tua
O underground será teu e a paisagem será minha

As fotos e a fama estarão na minha mão enquanto os quadros e os risos estarão nos teus braços é o que fica sobre a mesa.
Ainda chegará o dia em que tudo será nosso.

Hoje a cadeira é tua e a estrada é minha, Hoje é quem me espera e o presente é o que vivo.
E isso é compreensível.

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