Mês: fevereiro 2015

s4

do lado de fora da lua
vejo minha dor crua
a essência de si mesmo na carne nua
repousa neste mundo de lama
e nós, perdidos no espaço
flutuando nos lençóis em volta da cama
somos pobres entre os ricos
somos ricos entre os pobres
não pertencemos, não pertencemos
não sentimos, não vemos
não sabemos, não teremos
o que o feliz terá
o que será que será?
e todos dias passarão
sem sentido, sem que tenha sentido
pela falta de caminho e a falta de carinho
o toque virou susto
o dinheiro compra o busto
de querer e não ter, de querer ser
querer estar em um lugar tão caro
me deixa na noite em claro
entorpecida pelo que divago
no silêncio do meu quarto
vivendo a morte do meu lado
irrompendo num grito dentro de mim
vaza pela lágrima que incomoda no ouvido
e assim continua a balada
da louca, do esperto e do mendigo
infeliz e cansada, hora após hora, assim sigo